25 março 2015

arthur rimbaud / meditações




Beijei a madrugada. Era Verão.
Diante do palácio, nada estremecia. A água estava parada. Os maciços de sombra não deixavam os caminhos dos bosques. Caminhei, acordando os hálitos tépidos e vivos; as pedras preciosas olharam, como asas levantaram-se no maior dos silêncios.



arthur rimbaud
meditações
tradução de madalena silva
alma azul
2009




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